Prefeitura de Porto Alegre rescinde contrato com Instituto Ronaldinho Gaúcho.
Simultaneamente aos impasses da "novela Ronaldinho" - a qual colocou o jogador no Flamengo e não no Grêmio, mesmo depois de Assis e a direção Tricolor terem apalavrado contrato - a família Assis Moreira negociava com a Prefeitura de Porto Alegre mais recursos para o Instituto Ronaldinho Gaúcho, que atende crianaças carentes na capital. Segundo informações do site zerohora.com, assustados com o pedido de aumento de 160% nos repasses anuais da Capital para a organização, os representantes da secretaria municipal da Educação decidiram encaminhar a rescisão do acordo que tinham com os Assis.
Mesmo com o possível aumento na verba repassada, o número de crianças atendidas pelo projeto seria o mesmo: 700. Os jovens devem agora ser atendidos em outros espaços, escolhidos pela secretaria. A rescisão do contrato foi encaminhada à Procuradoria Geral do Município.
Procurados para se pronunciar sobre o assunto, os representates da família Assis não quiseram tecer comentários.
Vereadores atentos ao caso
Os valores repassados ao Instituto Ronaldinho Gaúcho ao longo dos últimos três anos serão questionados a partir de hoje pelos vereadores da Capital Adeli Sell (PT) e Dj Cassiá (PTB). As cifras atingem a casa dos R$ 5 milhões. Os vereadores pretendem protocolar na Câmara um pedido de informações a respeito dos gastos de verbas públicas por parte da organização.
Segundo o site do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o instituto recebeu um total de R$ 5,3 milhões por parte da prefeitura da Capital. Os vereadores acrescentam que a organização recebeu R$ 2 milhões de verbas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), em 2007. Conforme os representantes do programa no Estado, o dinheiro foi repassado pelo Ministério da Justiça e seria destinado à realização dos Jogos Gaúchos de Verão.
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