Chuleada no tempo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

PT cogita dar cabeças de chapa ao PMDB - Eu venho dizendo isso já algum tempo.

Isso eu venho dizendo e escrevendo já algum tempo, mas acham que aqui em Santa Maria não é Possível, mas que tal essa noticia.
Para manter o casamento com o maior partido aliado – e com foco na reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014 –, o PT estuda ceder ao PMDB do vice-presidente Michel Temer, em 2012, até 13 cabeças de chapa em municípios considerados estratégicos.
Estudo interno do PT mostra que o partido cogita abrir espaço a todos os seus aliados em até 40 das 118 capitais e cidades com mais de 150 mil eleitores – batizadas de “joias da coroa” pela direção nacional da sigla. Caso todas as negociações se confirmem, o PT abrirá mão de disputar uma de cada três prefeituras consideradas importantes. Em 2004, na primeira eleição municipal do governo Lula, a sigla cedeu a cabeça de chapa em 18 das 95 cidades estratégicas.
O PMDB seria o maior beneficiário da estratégia petista para 2012. Em 2004, antes da adesão do partido ao governo Lula, o PT apoiou apenas um peemedebista nas maiores cidades do Brasil. “Ao procurar criar relação de entendimento com partidos da base, o PT reforça posição de unidade que encontra reciprocidade lá na frente: 2012 é caminho para 2014”, avalia o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). “O PT tem ampla aliança de governabilidade, que tem de ser alimentada permanentemente.”
Já foram fechados acordos em quatro cidades: Rio de Janeiro, Aparecida de Goiânia, Bauru e Volta Redonda. Também há pressão por aliança em Manaus e Vitória.
Nas cidades em que for impossível formar alianças imediatas, a ordem é criar ambiente para entendimento em segundo turno.
Para evitar constrangimentos, Dilma já disse que não deve atuar em cidades onde houver mais de um candidato da base aliada. Setores do PT já mostram desconforto diante da abertura de espaço aos aliados. A justificativa que recebem é que a sigla precisa conter a rebeldia da base, pois o PT já domina boa parte dos ministérios e cargos no segundo escalão.

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